Mercado global de seguros para mulheres dobrará até 2030

No Brasil, esse mercado poderá crescer até 12 vezes, atingindo US$ 122 bilhões. Empreendedorismo feminino é um dos focos

 

São Paulo, setembro de 2015 – A AXA, em parceria com o IFC e a Accenture, realizou um estudo em dez economias emergentes, que mostra que em 2030 o mercado global de seguros deverá faturar  entre US$ 1,4 a US$ 1,7 trilhão com serviços adquiridos por mulheres. Em 2013, esse montante era de US$ 777 bilhões.

 

O estudo aponta que 50% desse crescimento será proveniente das dez economias emergentes pesquisadas[1]. No Brasil, a estimativa é de que esse mercado cresça entre oito e 12 vezes, quando comparado ao valor em prêmios pagos por mulheres em 2013, US$ 10 bilhões, atrás apenas da indústria indonésia que deverá crescer entre dez e 16 vezes.

 

No Brasil, as razões apontadas para essa expansão são o crescimento da renda; da participação da mulher no mercado de trabalho, da expectativa de vida e da quantidade de anos de aposentadoria. Também fazem parte da lista o aumento do poder de barganha das mulheres em seus domicílios – fortemente relacionado ao incremento da renda -, da quatidade de mulheres solteiras – que, por isso, devem prover suas necessidades – e o enorme déficit de proteção para pequenas e médias empresas, das quais 43% tem mulheres como proprietárias.

 

O estudo revela ainda que as brasileiras são as mais dispostas a gastar maiores quantias em seguros, principalmente relacionados a riscos que ameacem seu lar e sua família – especialmente no ramo de saúde. No entanto, na contra-mão dessa tendência, três motivos são apontados como entraves para concretização desse potencial: conhecimento insipiente dos benefícios do seguro, relacionada à falta de proatividade no processo de venda;  insegurança em relação à tomada de decisões financeiras; e a percepção de que seguro é caro.

 

Para Philippe Jouvelot, presidente da AXA no Brasil, “a pesquisa aponta um traço comportamental importante: elas tendem a ser mais conscientes em relação a riscos. Para aproveitar essa oportunidade, temos de ser bem-sucedidos na oferta, que deve levar em consideração as suas necessidades como mulher, mas também como geradoras de sua riqueza e tomadoras de decisão”.

 

 

Empreendedorismo feminino como foco

 

Um dos segmentos foco que impulsionará a expansão do mercado de seguros para mulheres no país será o de empreendedoras, já que elas são donas de 43% das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras e 70% de todas as PMEs não possuem qualquer tipo de seguro.

 

Para Philippe Jouvelot, presidente da AXA no Brasil, “o reporte retrata a mulher como um motor de desenvolvimento econômico. No caso das empreendedoras, isso é ainda mais evidente. O seguro tem de ser pensado como um meio de garantir a continuidade dos negócios, mas isso ainda é pouco percebido, não só por desconhecimento, mas também porque a oferta para esse perfil precisa ser incrementada”.

 

O estudo mostra também que, para as empreendedoras, os negócios e a vida pessoal estão intimamente relacionados – eventos como a gravidez, nascimento dos filhos e licença maternidade podem gerar um grande impacto nas atividades que geram a renda. Outro dado interessante é o fato de que mulheres têm maior tendência de operar os negócios a partir de sua residência. Por isso, um dos caminhos apontados para incrementar a oferta para empreendedoras é considerar pacotes que incluam proteção pessoal e para os negócios, como, por exemplo, um seguro que proteja os equipamentos utilizados na empresa e também a casa.

 

Entre as entrevistadas brasileiras, um seguro para que facilite o acesso ao crédito aparece entre as demandas: “conheço várias empreendedoras que têm muita dificuldade para obter crédito sem disponibilizar seus bens pessoais como garantia. Algum tipo de seguro que facilite o acesso seria um grande benefício para começar um negócio ou para ajudar no seu desenvolvimento”.

 

[1] Estudo realizado por meio  de entrevistas pessoais com 174 representantes da indústria (corretores, agentes, mulheres clientes, reguladores e associações), com suporte de pesquisas e literatura relacionada ao tema.

Dez países pesquisados: Brasil, China, Colômbia, Índia, Indonésia, México, Marrocos, Nigéria, Tailândia e Turquia.

25/09/2015 – REVISTA COBERTURA MERCADO DE SEGUROS

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